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dois talentos

Janeiro 11, 2008

o de Tom Hanks, fabuloso neste gutural Filadélfia que lhe valeu muito mais que o Óscar. e o da maravilhosa voz de Maria Callas. é fechar os olhos e ir. boa viagem.

 

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radiohead

Janeiro 2, 2008

Em 1998 já os Radiohead tocavam esta belíssima versão daquilo que viria a ser a faixa Nude, inscrita no magnífico In Rainbows, que não me canso de ouvir. À data, a coisa não tinha título mas era conhecida por Big Ideas. Neste Nude com quase dez anos, há um Greenwood delirante a tocar dois instrumentos ao mesmo tempo. Notável.
Estar num concerto de Radiohead seria uma grande prenda para 2008. Definitivamente.

Don’t get any big ideas
They’re not gonna happen

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sinal dos tempos

Dezembro 26, 2007

a mensagem da Rainha de Inglaterra pela primeira vez no YouTube. Até foi criado um Canal Real para o efeito.

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mãos de bailarina

Dezembro 25, 2007

o melhor presente que este natal (que, lá em casa, é todos os dias), este ano, este ser lisboeta e este sei lá mais o quê me têm trazido és tu. indiscutivelmente.

não quero acordar nunca deste delicioso sonho azul.

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das leituras: pequeno balanço

Dezembro 24, 2007

Diz-me o meu blogue, cumprindo a bonita função de diário-público-facilmente-conspurcável que lhe cabe, que no ano passado por esta data andava eu a ler Tratado Político, de Espinosa. Ora, este ano, com o Natal aí – e intercalando tamanho texto com o evidentemente menor Delfim, do Cardoso Pires – tenho-me queimado na Boca do Inferno. Para quem não sabe – e desgraçados os que ainda não sabem (assim mesmo, em tom desafiante e amaldiçoador) – Boca do Inferno é um primoroso amontoado de crónicas saídas da pena Ricardo Araújo Pereia (óbvio que já ninguém escreve com pena, pelo que e expressão é já de si descabida). Achei que era o momento de falar brevemente sobre esta diferença literária à escala de 365 dias.

É que se em 2006 eu perdia um Dezembro ainda bracarense a ler coisas como «não há homens que se pense menos próprios para governar o Estado do que os teóricos, quer dizer, os filósofos», este ano ganhei juízo e tenho ocupado as hora com bonitos e curtos textos cujos temas dominantes são de agarrar qualquer leitor pelos colarinhos. Veja-se: seios, Vasco Pulido Valente, seios, o Benfica, seios, José Sócrates, seios e Santana Lopes. Às vezes, Ricardo Araújo Pereira varia um pouco e escreve também sobre seios. E sobre o Benfica. Todo um rasgo de originalidade, o rapaz.

Ora, não pude deixar de vir aqui, publicamente, dar-vos conta desta minha atitude: de um momento para o outro, que é como quem diz de um ano para o outro, larguei-me de toda essa cultura medíocre, popular (sinónimos, como bem sabemos) e de arruaça, composta por Espinosas, Nietzsches, Calvinos, Al Bertos e outros que tais; e entreguei-me à palavra de recorte fino de Ricardo Araújo Pereira (acho que ele ia gostar da expressão. Tem um quê de futebolística). E garanto, nada como subir os degraus da escada literária (cá está uma frase digna dos melhores livros de Margarida Rebelo P.), deixar para trás a facilidade bafienta desses estroinas seculares e levarmo-nos a consumir no fogo de uma Boca do Inferno intelectualmente superior.

Ricardo, se me estás a ler, um abraço. Ter o teu livro é como ser dono da melhor Visão alguma vez publicada. Não tenho seios (muito menos grandes) mas gosto de ti, pá (e esta frase vem à liça de não poder concluir o texto sem usar uma expressão ao menos medianamente homossexual).

Feliz Natal.

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das arquitecturas do silêncio (V)

Dezembro 20, 2007

quando não estás,
cortam-se horas em golpes que sangram a merda dos dias.

quando não vens,
kamikazes e explosivos e corações de pétalas rebentam incessantes.

esquecer-me de ti.
encontrei a solução impossível.

José Oliveira

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olá madrid

Dezembro 19, 2007

o bonito fim-de-semana em Madrid deu para muito. e deu para arregalar os olhos com o Reina Sofía e o Prado. de tudo quanto vi(mos) e que – apesar do curto tempo – foi muito, destes não me esquecerei tão cedo. foi um prazer, madrid.

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o mais belo jardim

 

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o quebra-cabeças civil

 

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as mais belas meninas