Archive for the ‘dos amigos’ Category

h1

a bailarina a dançar noutro palco

Outubro 9, 2007

Parabéns.

dali.jpg

 

h1

mais um companheiro

Setembro 12, 2007

Outras Coordenadas é o blogue do Nuno Abreu, companheiro que partilha comigo o gosto pelas viagens. A página deste amigo é exactamente isso: um espaço onde vai escrevendo sobre (e mostrando as) suas passeatas por aí. E que passeatas.

A fotografia, outro dos amores compartidos, anda por lá e merece que lhe deitemos o olho. O Nuno prepara-se agora para encetar os estudos em Ciências da Comunicação. A viagem, bem sabemos, é tortuosa. Mas eu diria que ele vai no bom caminho.

h1

dos 30 mil visitantes

Setembro 12, 2007

Dez mil visitantes em dois meses e meio. De finais de Junho até agora, o Lábios de Silêncio teve um trimestre profícuo, motivado por deslizes cambaleantes de cibernautas distraídos, resultados de motores de busca incompetentes e a complacência de amigos e colegas perseverantes.

A verdade é que Agosto foi o melhor mês de sempre deste blogue ainda em idade menor. Não vou discorrer sobre as causas mas não me posso escusar a enumerar esta: Pink Floyd. É verdade, Pink Floyd é o termo que, dia após dia, mais visitantes traz até aqui através do Google e afins. Algumas vezes escrevi sobre a minha banda preferida, Pink Floydd, é certo, mas não foram assim tantas. E o facto de estar neste momento a repetir a expressão Pink Floyd tantas vezes nada tem que ver, garanto, com o facto de Pink Floyd ser o conjunto de letras que apresenta o Lábios de Silêncio a mais gente. Em suma, Pink Floyd para todos vós.

*Em Novembro apago a primeira vela do meu blogue. E o novo ano está quase aí, com uma novidade bonita (e ainda secreta) prometida para a blogosfera. Abraços.

h1

os amigos vão dar música neste blogue (IV)

Agosto 31, 2007

Depois do Hugo, da Liliana e da Carolina, é a vez do companheiro Sílvio Mendes, do Plantar Ideias, dizer de sua justiça em relação à música de 2007. Muito português, muito intimista. É assim o Sílvio, são assim os acordes do texto que segue abaixo. A ler.

—-
«’Quero que saibas que cago no amor’, dito assim.

A música começou por ser um ramo da matemática, depois cresceu, esticou bem o tronco, e infiltrou-se nos sentidos. Acho que é assim que se ama. Com matemática e física e música infinita. É assim que deve ser.

jp-simoes.jpg

Vivo na aresta do trauma, uma pequena desgraça corre-me por dentro: desde 1997 que tudo me sabe a pouco. E, contudo, desde esse ano que continuo a apaixonar-me violentamente pela marcha da sensibilidade. Não haja dúvidas, 97 é mesmo o ano da viragem. Radiohead ao leme e Ok Computer a deixar cicatrizes no mar. É por lá que os peixes espreitam o céu, é nessas fissuras que o homem mergulha a cabeça e tenta esquecer o tempo.
Mas veio o futuro, sem stress pós-traumático, apesar do trauma dos grandes. Estamos historicamente com duas mãos cheias de anos passadas. Linha salta

no tempo. E nem tudo é olhar para trás. Este desafio é simples, óbvio, de resposta rápida, nacionalista, anti-moralista e arrogante. O melhor de 2007 está dentro de portas, com título de álbum no longínquo ano de 1970. É só um título, bem sei, mas entre 70 e 97 haverá certamente alguma margem fantasiosa para corroborar este texto. É a matemática. Assinada por um homem que é uma fábula, o carnaval português a escrever, samba desajeitado na tremura dos joelhos, é tempo de gritá-lo: JP Simões (ex-Pop Dell’Arte, ex-Belle Chase Hotel, ex-Quinteto Tati) é fogo mesmo. O Silvóscar vai para a balada transgénica Se por acaso (me vires por aí). Porquê? Pela ternura infinita dos sentidos, porque o trovador não morre se não lhe faltar o amor, porque há a voz de Luanda Cozetti (Couple Coffee) a açucarar, porque vivo na aresta do trauma, por dentro, desde 1997. E porque são precisos dez anos para voltar a nascer uma música assim».

Sílvio Mendes

h1

os amigos vão dar música neste blogue (III)

Agosto 29, 2007

O terceiro tomo da série de textos sobre as músicas deste 2007 que ainda corre tem o cunho da amiga Carolina Lapa, autora do Immerse Your Soul in Love. Diz-se por aí que a Carolina tem cantarolado muito neste verão, reflexos de sol, felicidade e assim. E isso mostra-se nas escolhas musicais da menina. Confiram.

—-
«Carolina, o que levas no leitor de mp3? – É pop, senhor.

Exames. Festa. Festa. Exames. Jogos de cartas. Festa. Exames. Pessoas. Sofreguidão, sorver o ar com medo de que tudo terminasse. Exames.

Depois de toda a actividade da minha última época de exames (foi a melhor descrição que consegui arranjar) saquei da cartola um fim-de-semana de férias e mergulhei no trabalho diário aqui.

O cuco piou durante um mês e meio às 6:30 (entretanto parou porque o empalei com a raiva… hã, mentira. Comecei a trabalhar de tarde. WWF, eu estava a brincar…). Mesmo assim eu ia ter com o clã para palrar a noite toda… Um mês passado e assolou-me “Um supremíssimo cansaço. Íssimo, íssimo. íssimo, Cansaço…”.

Até agora ninguém compreende o porquê de tal exposição visceral da minha vida pessoal, mas isto eventualmente há-de chegar à música.

O que acontece? Acontece que tudo quanto é música cerebral pouco motiva quando o cérebro agoniza por um pouco de Centrum (abaixo as vitaminas placebo!). Sobra a música que faz mexer involuntariamente a cabeça, ou um pé. E onde a encontrei? A ver televisão, o meu momento de brutalização depois do trabalho. Zapping obsessivo e aparece um videoclip com dois meninos que vestiam umas t-shirts que mudavam os desenhos. E a música dizia “do the dance”. Li dias mais tarde no Y que eram os Justice, a nova dupla francesa electrónica a suceder ao trono dos Air e dos Daft Punk. Do álbum Cross, D.A.N.C.E. faz caminhar aos saltinhos e cantarolar Do The Dance ao estilo Michael “Thriller” Jackson (até se imagina o ladrilho do passeio a fazer luz).

junior-boys.jpg

Outra música que me encheu as medidas é de 2006. Junior Boys. Retirada do álbum So This Is Goodbye, In The Morning começa com um sampler agudo e angustiado agarrado por uma bateria e um suspiro presente em todo o tema. Ouve-se uma voz que sussurra “too young” in the morning. A carga, a batida, o suspiro continuam numa cadência sexual. Gosto.

E acho que já escrevi demais. O Beja tinha dito dois parágrafos…»

Carolina Lapa

h1

os amigos vão dar música neste blogue (II)

Agosto 28, 2007

E cá está o segundo de uma série de textos sobre a música feita (ou escutada) nos meses que vão de 2007. Desta vez tem a assinatura da amiga Liliana Pacheco, do Miragens, e passeia-se essencialmente pelos concertos a que a autora teve o prazer de assistir este ano.

—-

“A minha ideia é que há música no ar, há música à nossa volta, o mundo está cheio de música e cada um tira para si simplesmente aquela de que precisa.”

Edward Elgar

«Há um espartilho: o tempo. Espartilho demasiado apertado, talvez. Mesmo assim, vou tentar cumprir esta prerrogativa e enumerar as músicas que mais me escoltaram no ano de 2007. Optei pelo critério do espectáculo ao vivo – porque este está a ser um ano excepcionalmente opulento em bons concertos.
Cedo a Cronos: The Magic Position, do álbum homónimo do Patrick Wolf. É datado de 2006, mas foi em Abril deste ano que assisti à sua performance no Theatro Circo. Se já achava piada, depois deste encontro não consegui mais existir sem ele: submergir com um Robin dos Bosques excêntrico, em florestas imaginárias e patinar com os acordes de um violino mágico.

patrick_wolf.jpg

Segundo round: No Cars Go – Neon Bible, Arcade Fire. Esta escolha abrange o álbum todo, que, se como muitos o acusam, não trouxe a boa surpresa do primeiro, carrega às costas toda a envolvência que caracteriza a trupe canadiana. Escusado será dizer que a sua actuação no Super Bock Super Rock foi um dos momentos altos desta minha existência – não conseguia extravasar tanto êxtase depois de tamanha expectativa para os ver.
A performance a que mais vezes assisti este ano foi a dos portuenses Sizo, que lançaram há pouco o seu primeiro trabalho, Nice to Miss You. A proximidade geográfica facultou este facto. Também ajuda o vocalista João Guedes ser um animal de palco e o seu registo vir de encontro às minhas preferências.
Last but not least, The Cinematic Orchestra – To build a Home, do album de 2007, Ma Fleur. Os únicos desta lista que não tive o prazer de ver ao vivo, mas continuo na esperança – e já agora deixo aqui a sugestão ao milagreiro Paulo Brandão.
Despeço-me com uma citação (como tanto gosto): Schopennhauer para os meninos e para as meninas».

“A música é um exercício de metafísica inconsciente, no qual o espírito não sabe que está a fazer filosofia”.

Arthur Schopennhauer

Liliana Pacheco

h1

a amiga fotógrafa

Agosto 27, 2007

A Diana Ferreira há-de ser fotojornalista. Quer ela (ou queria, da última vez que falámos sobre isso) e espero eu. E porque há-de ser, e nada se faz sem trabalho, a Diana mostra aqui o uso que tem dado à objectiva nas suas últimas viagens. Deixo uma das fotografias que mais me cativou, uma bem simples, por sinal.