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regressar a al berto

Agosto 17, 2007

Abrir a antologia de textos do poeta perfeito é correr sempre, mas mesmo sempre, o risco de encontrar palavras aterradoras de tão belas.

«lá fora anoiteceu.
são raras as claridades que do sangue sobem ao rosto. há um lume invisível no teu olhar, uma visão que o espelho me revela: cintilam cristais enquanto dormes, uma árvore cresce nos pulmões. assim construo as paisagens, assim te ofereço a morada de sossego e de prazer. mas tu não vens, porque me és exterior. posso criar um universo inteiro a partir das minhas células, só não posso criar-te a ti, corpo que morre na falsa juventude dos espelhos…»

O Medo (pp. 472), Al Berto

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