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caminhos do cinema

Agosto 9, 2007

João Lopes assina uma indispensável reflexão sobre o cinema actual, datada de 2006 e publicada na extinta e saudosa revista 6ª. Deixo um excerto.

«Vivemos num tempo de bizarro apagamento dos modelos clássicos do cinema – modelos de produção e modelos de consumo. O reconhecimento de tal situação não envolve nenhum juízo “positivo” ou “negativo”. O certo é que há pelo menos duas gerações de espectadores para quem a mítica sala escura já não tem nada de… mítico. São espectadores formados num espaço mediático de crescente diversificação dos suportes cinematográficos – video, DVD, downloads – e que, por isso mesmo, vêem no cinema outra coisa que não o oráculo central do espectáculo das imagens e dos sons.

Semelhantes transformações são, como é óbvio, indissociáveis do cinema americano, em geral, e de Hollywood, em particular. Dos grandes conglomerados industriais às mais fascinantes experimentações estéticas e formais, a produção dos EUA continua a ser um poder dominador e, de uma maneira ou de outra, um padrão de referência. Curiosamente, e muito perversamente, isso faz com que o mercado seja conduzido, não tanto pelos filmes que nele introduzem alguma diferença, mas mais pelos que conseguem mobilizar maiores meios de promoção e, desse modo, garantir mais visibilidade.»

Para ler na integra aqui.

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