h1

do insondável

Junho 10, 2007

quando aqui não estás
o que nos rodeou põe-se a morrer

a janela que abre para o mar
continua fechada só nos sonhos
me ergo
abro-a
deixo a frescura e a força da manhã
escorrerem pelos dedos prisioneiros
da tristeza
acordo
para a cegante claridade das ondas

um rosto desenvolve-se nítido
além
rasando o sal da imensa ausência
uma voz

“quero morrer
com uma overdose de beleza”

e num sussurro o corpo apaziguado
perscruto o coração
esse
solitário caçador

Al Berto

Anúncios

4 comentários

  1. alguém está viciado em Al Berto…:)


  2. esse poema… 😛


  3. Daqui a pouco não tenho que comprar o livro… 🙂


  4. E é no meio de gente ASSIM que tenho vivido nos últimos tempos aieeee =)



Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: