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insónia

Maio 29, 2007

há anos que só consigo escrever deitado, durante a noite. escrevo sem continuidade. queimo a noite a observar os pés, as mãos, recuso-me avançar, a mexer-me daqui. recuso-me. é tarde, já devia estar a dormir, preciso largar o corpo na dormência fatal dos soníferos. é tarde? que importância terá ser tarde se o cansaço do mundo não abandona a roupa. ouço o corpo inquieto, imobilizado à porta da sua própria destruição.

O Medo (pp.22/23), Al Berto.

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2 comentários

  1. este menino dá-me sempre água pelas barbas…


  2. brutal…



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