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de finita melancolia

Maio 22, 2007

todos os cânticos no gume lunar da água
recolhes a noite da remota língua
que te deixo como herança este aro de ferro
esta quilha de ventos apagando a memória
onde a topografia da morte nos aprisionou

a cinza das horas veste o ferido corpo
abandonado na milenar paisagem de grafite
fulgura o indício do magoado desejo
na densa escuridão dos teus passos.

Al Berto

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3 comentários

  1. este gajo, pá…


  2. Sou fã incondicional de Al Berto. E este teu post explica, mais uma vez, o porquê.

    Abraço 😉


  3. Eh colega de casa, acho que chegou já a hora de juntar-te nos links!
    Parabéns, vou falando de ti com grande honra.



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