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a ler

Maio 5, 2007

caovelhoentreflores.jpg«Por muito penoso que seja tudo isto, o narrar e o amar; por doloroso que seja o estarmos a fingir na redacção e no amor, há um sentimento obscuro a adiantar-nos em tudo. E, então, agora que o tempo nubla um dos pontos fundamentais da minha memória, vejo a minha infância aflita pelos olhos da mulher que eu amo neste momento, a mulher que não será, certamente não será, a mulher que eu amarei, mas os olhos permanecerão os mesmos, os dela, os olhos dela, hoje, que são meus também, porque é para ela que escrevo, porque é através dos olhos dela, mansos, lindos, meus, a minha infância que revejo.»

Cão Velho entre Flores, de Baptista Bastos (pp.70)

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3 comentários

  1. haha não me digas que também foste à feira do livro do sodré?é que lá comprei exactamente esse livro há um par de semanas..:)


  2. Por acaso não fui 😉 este comprei-o na Centésima, por um preço bem azul. Calculo que o teu também tenha sido baratito. E agora estou a lê-lo. E a gostar. Nunca tinha lido Baptista-Bastos.~
    Vemo-nos em Braga na próxima semana? beijo*


  3. Parabéns!!!
    Belíssimas palavras, que trazem n’alma o refrigério do sábio silêncio da adminiração!

    Gostei do blog!

    te add no meu X-Blogs:

    http://www.profgasparetto21.wordpress.com

    um abraço fraterno!!

    Prof Gasparetto



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