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confissões do miguel

Janeiro 10, 2007

«Eu bebia de manhã à noite, todos os dias, sempre(…). Era a gula, era não ser capaz de parar. Era querer provar tudo, mesmo sabendo o mal que aquilo representa para o corpo. O que tem muito a ver com as drogas. Drogas legais e drogas ilegais. A cocaína, um problema do caraças que tive durante muitos anos. Problema alegre que depois se torna um problema horrível(…).»

«Tenho imensas saudades de fumar, por exemplo. Mas não fumo. Porque eu fumava que nem um cavalo. Oitenta cigarrilhas por dia. A questão é que eu gosto imenso da vida. Sou muito feliz. Desde que casei, então, felicíssimo. E esta experiência de quase morte faz com que aprecies outras coisas… Ver um azul do céu, essas merdas. E os dias.»

«É estares vivo, pá. Estando morto não fodes, não fumas, não bebes. De certeza. (…) O estar vivo.. Podermos arrancar os dois para a Argélia amanhã, se nos der na veneta. Isso é muito bom.»

«O DNa representa uma coisa que nunca tive antes e que nunca mais volteia a ter. Uma maravilha, uma coisa de sonho: poder escrever o que quisesse, como quisesse, no espaço que quisesse. Era o paraíso. E bem pago, ainda por cima. Tudo coisas que deixaram de existir na imprensa portuguesa, tal como está hoje.»

«Lembro-me que me fartava de roubar livros com o meu irmão. Vestíamos uns casacos enormes, andávamos de canadiana em pleno Agosto, para meter mais livros nos bolsos. E o que não faltava lá em casa eram livros.»

Miguel Esteves Cardoso, em entrevista à (DN, 15/12/06)

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6 comentários

  1. convenhamos que ainda há espaços na imprensa portuguesa onde se pode escrever o quer, como se quer – ok, o espaço é problemática, se não estivermos a falar da internet.
    o «bem pago, ainda por cima» é que pode estar a falhar.


  2. Cá entre nós, o homem não levava uma vida muito saudável, não… 😉

    Abraço


  3. saudável ou não, lembro o exemplo que ele tb foi nos meus tempos de criança.
    Os homens bons, aqueles que valem a pena, são sobretudo vividos!

    Obrigado pelo destaque, helder!


  4. é. é um hedonista, o tipo.
    também admiro bastante a figura que é o MEC.
    grande abraço aos dois.


  5. não sabia que ele era assim tão tolo 😀


  6. Grande destaque,sim senhor.Li esta entrevista,e já li bastande de MEC.A vivência traz sabedoria.E a reabilitação é fruto dessa vivência,e dessa mesma sabedoria.



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