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eu subscrevo

Janeiro 9, 2007

«(…)existe alguma empresa que possa sobreviver, se quem nela manda não puder encarregar um trabalhador sem nada que fazer de se ocupar de uma tarefa a cargo de um outro que faltou? Ou se só o puder fazer se lhe pagar isso como trabalho extraordinário, apesar dele estar dentro do seu horário de trabalho? Imaginarão os senhores juízes que há algum país do mundo onde este regime vigore? (…)

(…) é provável que a justiça venha a conseguir anular, uma por uma, todas as tentativas de reformar o sistema de castas corporativas em que vivemos. Depois, no final, presumo que apaguem a luz e fechem a porta.»

Miguel Sousa Tavares, no Expresso (06/01/07), a respeito da decisão dos tribunais em relação às célebres aulas de substituição.

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5 comentários

  1. de acordo.


  2. Bom, mas os tribunais não são para aplicar a lei?


  3. É. Mas agora parece estar na moda ter que governar contra os tribunais. 😉
    Enquanto isso, vamos assistindo calmamente ao flagelo sórdido que é a elevada taxa de absentismo entre os professores (alguém se esqueceu dos tantos e tantos “toques de feriado” durante o secundário?).


  4. Mas as contingências legais são um problema para qualquer Governo.

    O absentismo dos professores é um ‘flagelo sórdido’? Exagerado, talvez – mas concedo. A questão é que a forma de tratar dessa questão tem necessariamente de passar pelo quadro legal em vigor.

    Li o artigo do MST e a sensação que dá é que o homem está disposto a aceitar um ‘atropelo’ à lei se isso significar acabar com as faltas dos professores. Não lhe li nenhuma crítica ao teor técnico da decisão (o que até seria compreensível, dada a sua formação em Direito). Disse simplesmente que considerava idiota que um problema grave não pudesse ser resolvido por contingências legais.


  5. flagelo, por incrementar os problemas do já de si corroído sistema educativo do país; por formar parte do fermento desse pão estragado que se dá em muitas escolas.

    sórdido, porque descontrolado (tome-se em conta o exemplo dos atestados médicos dado por MST); porque (ao nível das consequências individuais) bastante diferente do que se passa noutras franjas da função pública; e porque normalmente casado com a falsidade.
    Exagerado? Talvez. Concedo.

    Em relação ao resto, já te respondo – se tiver o que dizer.
    Vou tomar café. Abraço.
    Abraço.



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