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que lêem os nossos escritores?

Janeiro 7, 2007

Manda a tradição que o Mil Folhas convide escritores, poetas, professores e outros que tais para fazer o balanço literário do ano que passa. Este ano foram 38 os testemunhos, todos eles heterogéneos, quase todos com uma ou outra (pequena) coisa em comum. Alguns bastante estranhos.
Com a poesia a dominar e as traduções a serem preteridas em função da escritura original em português, segue-se a lista dos livros mais enumerados:

Obra Breve, de Fiama Hasse Pais Brandão (Assírio & Alvim), 8 nomeações

Analogia e Dedos, de Pedro Tamen (Oceanos), 7 nomeações

A Ronda da Noite, de Agustina Bessa-Luís (Guimarães), 6 nomeações

Ontem não te vi em Babilónia, de António Lobo Antunes (Dom Quixote), 6 nomeações

A Moeda do Tempo, de Gastão Cruz (Assírio & Alvim), 6 nomeações

Camilo Broca, de Mário Cláudio (Dom Quixote), 5 nomeações

O Livro do Meio, de Armando Silva Carvalho e Maria Velho da Costa (Caminho), 4 nomeações

Um bom homem é difícil de encontrar, de Flannery O’Connor (Cavalo de Ferro), 4 nomeações

Ainda o destaque positivo para a presença nas listas de trabalhos de gente portuguesa relativamente nova nestas andanças literárias: José Luís Peixoto, Gonçalo M. Tavares ou Rodrigo Guedes de Carvalho.
Não pude foi deixar de pasmar-me com as (acho que) duas referências feitas ao livro de Carolina Salgado. Inacreditável.

p.s. – Tenho o Mil Folhas comigo, mas para o post utilizei as “estatísticas” publicadas aqui pelo Eduardo Pitta. Poupou-me esse trabalho.

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3 comentários

  1. medonho essa da Carolina Salgado… fiquei parva quando vi/li. quanto ao GMT é sempre preciso estar atento às suas dicas literárias… já descobri através dele grandes autores 😀


  2. Lobo Antunes é excelente. Já li alguma coisa, mas ainda me faltam uns quantos. Tenho em fase inicial o aí citado e último romance “Ontem não te vi em Babilónia”. Também tenho que dizer que fiquei adepto de Rodrigo Guedes de Carvalho e que me ia fidelizando a cada livro que lia. Que foram três e são os que editou.
    Gosto deste género de escrita, porque sinto que nos agarra pelos colarinhos e nos transporta para o papel. É sempre forte e cru. Gosto bastante. Num género aproximado e que me surpreendeu, gostei também de Hugo Gonçalves. “O coração dos homens” é uma espécie de ensaio, ao estilo de Saramago, com cenários bem imaginados, situações hipotéticas, mas numa escrita que se afasta mais deste último do que dos anteriormente referidos.
    E tudo Nacional. Dá gosto!

    Saudações


  3. Caro Carriço, obrigado pelo comentário. De facto, é gratificante ver tanta gente (muita dela nova) a escrever tão bem em português.
    Para este ano proponho-me a descobrir um dos senhores do momento: Gonçalo M. Tavares. Nunca li nada dele e a curiosidade aguça-se a cada dia.
    Outra obra que muito quero ler é a ‘Ronda da Noite’, da Agustina. Segundo muitos trata-se de um dos melhores romances dos últimos anos em Portugal.
    E, claro está, ‘Um bom homem é difícil de encontrar’ também não me escapará este ano. Desde aquela edição do Mil Folhas sobre a senhora O’Connor que fiquei com o livro debaixo de olho.
    Eduarda, deixa lá cair um dos nomes que o GMT te deu a conhecer. Não guardes só para ti 😉
    Cumprimentos aos dois.



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