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déjà vu

Janeiro 7, 2007

deja-vu.jpgAgradável surpresa. Fruto de uma habitual parceria (Tonny Scoot [Man of Fire] na realização e Chad Oman [Piratas das Caraíbas] na produção), confesso que não esperava de Déjà Vu mais que um regular blockbuster. Errado.
A trama – não sendo nova – é futurista e díspar. Temos, pois, a intocável (ou nem tanto) mão temporal como pano de fundo de uma investigação criminal. Revolver o passado, reconstruí-lo, rememorar o já vivido. Déjà Vu.

A tecnologia inteligente não arreda pé da tela e a acompanhá-la surge o melhor polícia dos nossos tempos: Denzel Washington. Numa contagem célere, facilmente descobrimos que o tipo já salvou os EUA pelo menos uma mão cheia de vezes. Piada à parte, Denzel é, com efeito, um excelente (mas talvez pouco versátil) actor.
O elenco completa-se com Val Kilmer [Kiss Kiss Bang Bang], o instável homem dos altos e baixos; James Caviezel [The Thin Red Line, majestoso filme] e a caloira Paula Patton, dona de um desempenho assinalável.

Neste filme com tiques de Minority Report, o que de pior se encontra é uma banda sonora escusadamente “empolgante”, num irritante exercício de desaproveito das ambiências que certamente pululam em muitas das cenas. Os clichés hollywoodescos brotam aqui e ali mas a sua inexistência nem sequer pode ser exigida a um filme desta casta.

Déjà Vu foi uma simpática abertura de ano no que concerne a idas à sala de cinema. Nada mal.

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13 comentários

  1. Hum…. eu por acaso, vi o filme ontem… e achei que tinha perdido toda a lógica a partir do momento em que ele viaja no tempo (tá para depreender do trailler, por isso não é spoiler 🙂 ) .

    Cumprimentos 🙂


  2. a viagem no tempo é claramente o ponto mais arrojado do filme. mas parece-me que o argumento se desata bem, com os pormenores a coincidirem. numa espécie de “tudo o que ele fez teria que ser feito, porque já estava prevista a viagem no tempo”. não sei.. se calhar nem faz sentido 🙂
    mas pronto, a ambulância, o vestido da presumível defunta, o telemóvel que toca dentro de um saco com um cadáver.. parece-me que houve ali um bom trabalho de guião.
    Cumprimentos. 😉


  3. e houve. concordo contigo, ó Beja. =o)


  4. Gostei do filme, apesar de o ter visto com a mais intransigente critica de cinema da actualidade (Bárbara Novo aka LeStrange) e isso me ter retirado um pouco de discernimento para elaborar uma critica construtiva. Concordo em grande parte com aquilo que dizes no texto, tirando o facto de comparares este filme ao Minority Report. Acho que a película do Spielberg é bem mais conseguida que o Deja Vu na coerência do argumento e no desenrolar da história. Apesar de tudo. Gostei.


  5. Não está mal, não, mas acho que o deselace foi muito hollywoodesco e pouco arriscado, o filme começa por ser inventivo mas torna-se convencional. Mesmo assim, é um blockbuster que não desmerece.


  6. Era o que me faltava dizeres que o Minority Report ficava atrás do Dejá Vu. 😛 Eu acho que realmente parece haver um bom trabalhos de guião, mas que este só faz mesmo a parte do parecer. Se fosse sujeito a um maior escrutínio do que aquele realizado pelo espectador casual…ia por água abaixo. No filme não proliferam os clichés – o filme é um cliché. É também, na minha opinião, marcado por situações irrealistas, e não estou a referir-me à viagem no tempo ou à pretensa tecnologia, mas sim a diálogos, à evolução de relações.
    Mas como já podes depreender do comentário do nosso Alexandre, já falei demais sobre este filme… coitadinho, até lhe afectei o discernimento! 😉 Quanto a ser “a mais intransigente crítica”… vou tomar isso como um elogio. 🙂

    Cumprimentos,
    LeStrange


  7. Estou com a opinião do gonn1000 quanto ao desenlace… mas acho ainda (SPOILERS AHEAD) que para ser totalmente coerente, não devia ter mudado nada com a viagem dele ao passado… e tal não acontece. (sim, a rapariga devia ter morrido na mesma… senão naquele plano, ele nunca teria empreendido aquela viagem ao passado… já a tinha no carro e não na morgue)


  8. o filme não me parece, de todo, um cliché. e quando digo que tem tiques de Minority Report (diferente de comparar um com o outro) faço-o pelas cenas que envolvem toda a panóplia de tecnologia inexistente mas fascinante. aliás, diga-se que esse filme (como outros) do senhor Spielberg está longe, bem longe de merecer rasgados elogios da minha parte.
    questão de gosto pessoal. 😉
    cumprimentos.


  9. Ou uma questão de mal entendido.. 🙂 Neste caso a frase “Era o que me faltava dizeres que o Minority Report ficava atrás do Dejá Vu.” era para o Alexandre em resposta ao óbvio “Acho que a película do Spielberg é bem mais conseguida que o Deja Vu (…)”.
    Eu compreendi o teu paralelo entre as duas obras, Hélder, e pode-se dizer que concordo. 🙂
    E viva as opiniões! 😉

    Cumprimentos


  10. claro. mas eu percebi isso 😉 a questão da comparação, escrevo-a em relação ao comentário do Alex. e apenas para esclarecer.
    E, óbvio, viva as opiniões!
    beijinho.


  11. Eu entendi a tua comparação entre as duas películas Hélder e estava a falar exactamente disso. Os “tiques de Minority Report” que falaste, na minha opinião, trazem o que de melhor tem o Deja Vu. Mas claro… Isto é a opinião de alguém que adora o filme de Spielberg.
    Quanto ao já referido realizador… Spielberg é sempre Spielberg.
    Tem bons e maus trabalhos… (como todos) mas a sua essência marca para mim uma era no cinema que vai perdurando, mesmo ofuscada por maiores nomes da realização actual.
    Opiniões!


  12. esclarecido. 😉


  13. Hum… por que será que do Minority Report apenas me ficou o desempenho da Samantha Morton?… Coisas.
    Pode ser por estar mais fresco na memória, mas penso que Déjà Vu me cativou bem mais que o de Spielberg – mas a verdade é que este menino também não me diz grande coisa.



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