
o professor doutor
Janeiro 6, 2007Foi bonita a festa. Na sala podiam contar-se familiares, amigos, jornalistas, professores, amigos, alunos e ex-alunos. Amigos. No júri estavam Moisés Martins, Manuel Pinto, Aníbal Alves, Helena Sousa, Estrela Serrano e o espanhol José Lopez Garcia. A ser avaliado estava um homem grisalho que dava mão da ética à da liberdade, que falava da profissão – jornalista – de forma apaixonada, que explicava: «fazer notícias é fácil. Difícil é compreender o mundo».
A coisa foi-se estendendo. E a hora fez-me (a mim e a outros) abandonar a cerimónia quando o fim parecia ainda distante. Não sem antes ouvir boa parte da avaliação dos jurados ao trabalho de Joaquim Fidalgo, intervenções que Luís Santos resume aqui.
Mas, pelos vistos, o mais bonito escapou-me. É, depois de deliberada a aprovação do doutorando por unanimidade, parece que se cantou no final. Contaram-me. E com tamanha minúcia que me foi possível descobrir o tal poema de Machado, carregado de sentimento e que ontem ressoou no Largo do Paço.
Parabéns professor!
Caminos
Todo pasa y todo queda,
pero lo nuestro es pasar,
pasar haciendo caminos,
caminos sobre el mar.
Nunca perseguí la gloria,
ni dejar en la memoria
de los hombres mi canción;
yo amo los mundos sutiles,
ingrávidos y gentiles,
como pompas de jabón.
Me gusta verlos pintarse
de sol y grana, volar
bajo el cielo azul, temblar
súbitamente y quebrarse…
Nunca perseguí la gloria.
Caminante, son tus huellas
el camino y nada más;
caminante, no hay camino,
se hace camino al andar.
(…)
Antonio Machado

Esse poema é um dos da minha predilecção :)… é bom ter mais uma coisinha em comum com esse homem Grande que é o
Joaquim Fidalgo. Pois é, é caso para dizer que assistimos à missa e perdemos o banquete ;)… Mas valeu a pena mesmo assim.