Archive for Janeiro, 2007

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deste blogue e das primeiras 5000 visitas

Janeiro 31, 2007

Nascido a 25 de Novembro, alimentado a 29 do mesmo mês e com postagem mais ou menos assídua desde 10 de Dezembro. É esta a curta estória do Lábios de Silêncio, hoje com cerca de dois meses de vida (não, não abortarei).

Há dois dias chegou-se a um surpreendente número redondo: 5000 visitas. Supreendente porque célere. E pareceu-me ser o momento para dizer de minha justiça em relação a este blogue.

O Lábios de Silêncio (nome devedor a um menino chamado Jorge Palma) parte de um pressuposto simples: o de que, efectivamente, tenho algo para dizer. Pressuposto este nada pretensioso, na medida em que representa premissa básica de qualquer acto comunicativo (desbloqueadores situacionais à parte): comunico porque tenho que (e tenho o que) comunicar.

O segundo pressuposto, menos certo e padecedor – este sim – de algum (ainda que pouco) pretensiosismo é o de que, com efeito, existe alguém disposto a ouvir o que tenho para dizer. Um receptor, portanto. Ou vários.

E é assim, partindo destes dois pontos, que chegamos a um terceiro não menos importante: o de que escrevo com o intuito de ser lido.
Ora, a tudo isto alia-se uma crença inequívoca nesta lei que acabo de inventar: escrevo, logo existo. Estará, por ventura, o leitor a pensar: «mas este tipo preocupa-se mesmo com o público do seu blogue». A resposta mais sincera será «nem tanto». Explico: tivesse em mim tais desassossegos e a arquitectura desta casa seria bem mais linear, os habitantes escolhidos a preceito. E não são.

A saber: à partida, não se escreve isto e isto para o mesmo público; aqueles que querem saber disto estão-se, provavelmente, nas tintas para isto; os que se apaixonam com coisas como esta sentir-se-ão potencialmente entediados com esta outra. Ou talvez nada disto faça sentido (honestamente, assim espero) e a malta goste realmente de tudo.

E é por, perdoai-me, não me preocupar em demasia com os interesses de quem por aqui passa, por também não fazer do meu blogue uma coisa deste género (talvez devesse, é frutuoso. mas menos aprazível), dizia, é por isso que gosto tanto de escrever aqui.

E é também essa a causa do meu continuar.

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(a viver de novo e) a ouvir

Janeiro 31, 2007

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para dizer que

Janeiro 30, 2007

volto. amanhã. para quebrar o silêncio. para descerrar os lábios. que estudar o que me não é querido consome-me, adultera-me. que prefiro coisas outras. amanhã. volto.

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tributo

Janeiro 25, 2007

Morreu ontem o lendário jornalista polaco Ryszard Kapuscinski, aos 74 anos. O Público conta aqui um pouco do que foi a sua colossal existência. E o blog-podcast de Sena Santos resume a história do repórter (dica J&C). Deixo o meu pequeno tributo a um homem que soube ser.

«Não podia ir só para onde queria, mas também era a minha obrigação estar nesses sítios. Onde havia algum problema, eu tinha de estar lá», Kapuscinski.

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Janeiro 25, 2007

fugir.

e quando duvidar,

cerrar os olhos.

há oceanos de coragem no avesso das pálpebras.

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ridículo..

Janeiro 24, 2007

..é o Jornal Nacional e as suas notícias sobre uma tal Estrelinha da novela Doce Fugitiva. Como escreveu em tempos um meu amigo, «é com nojo e repugnância que se vê um peixe no mercado».
Lamentável. Mesmo.

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a queda

Janeiro 24, 2007

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Não, não é uma nova leitura (já ando entretido que chegue). O livro A Queda, de Albert Camus, foi-me ofertado pela minha boa amiga d’O Absurdo. Como disse, não me ocuparei com ele para já. Mas não podia deixar de partilhar imediatamente a Advertência ao Leitor’ desta velhinha edição da Livros do Brasil, com tradução de José Terra.

«No seu próprio interesse, prezado Leitor, verifique se este livro mantém o lacre branco que sela algumas das suas páginas; neste caso, abra-o, por favor, como abriria um livro não guilhotinado, isto é, com uma faca, até com um simples cartão, e assim não rasgará as folhas. Se o livro estiver todo aberto, rejeite-o, pois é indício de que já foi lido. Defenda a sua saúde não manuseando livros usados.»