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vontades

Dezembro 15, 2006

Quanto querer em te dar um abraço.
Quanta vontade de te bater à porta.

(…)Hoje, reflectido no espelho, não me vi. Quis perguntar-me o que se passava mas não me ouvi. Incompleto, pensei, incompleto é estar assim. Lembrei-me de uma velha casa, cansada de existir, de ver chegar e partir aqueles que nela habitam sem nada poder fazer. Senti-me assim. Pensei em ti.

Um dia vi-te chegar. Bateste delicada e cuidadosamente na porta da minha vida. Cuidadosamente te cedi passagem. O tempo voou e, parcos luares volvidos, estavas já de pedra e cal na artéria maior da minha existência. Gostei-te ali.(…)

Perco-me com facilidade nas vírgulas do pensamento. Aconteceu aqui, nestas palavras escritas por dedos torpes, vergados pela saudade. Numa noite negra em que a chuva cai por milagre. Num quarto de paredes despidas e amorfas. Não me quero perder mais. Basta. Vou escrever ponto final. Incompleto, assim acaba.

excertos de uma quinta-feira (24 de Novembro de 2005)

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One comment

  1. Já dizia o Álvaro de Campos que é mais fácil ser amado que compreendido… Belas palavras, querido.



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