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regresso, noutras paragens

Março 10, 2008

O interregno foi curto. O projecto existia há mais de uma ano. O momento é este. Dei-lhe a mão e viemos parar ao Húmus os dois. Húmus.

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vou-me

Fevereiro 5, 2008

Feche-se a porta, encoste-se a enxada, pouse-se o pincel, desligue-se a câmara, amarrem-se os dedos. isto começou aqui e acaba aqui. Sem porquês. Se haverá outras núpcias não sei. Defendo-me com a frase que João Soares me atirou há dias numa entrevista: «Costuma dizer-se que o futuro a deus pertence. Eu sou ateu. Não tenho acesso à informação.»

Até à vista.

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ensaio

Janeiro 22, 2008

Ontem olhei para a estante lá de casa. Procurei qualquer coisa pujante, que me mantivesse acordado por quanto tempo me apetecia – não tinha sono, muito menos vontade de dormir. Passei a mão pelo retrato de Dorian, escrito pelo Wilde, ainda olhei para as crónicas do Ricardo Araújo e do Fidalgo. Mas não era aquilo. Continuei e nada. Nada daquilo.

Finalmente, vi-o. De rajada, peguei nele, acendeu-se-me um cigarro na boca e foram vinte páginas. Deitei-me e segui lendo. Feliz por revisitar páginas tão queridas, tão tristes.

Voltei à cegueira branca de Saramago. Em boa hora.

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bubamara?

Janeiro 18, 2008

junte-se um ucraniano a russos, israelitas e norte-americanos e o resultado é Gogol Bordello. Diz que é uma espécie de filme de Kusturica.

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das arquitecturas do silêncio (VI)

Janeiro 17, 2008

«o vazio foi sempre a minha preocupação essencial; e estou seguro de que, no coração do vazio como no coração do homem, há fogos que queimam»

Yves Klein

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recital de cinema

Janeiro 16, 2008
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Como ela disse, e muito bem, é preciso fazer um filme mesmo muito bom quando, no título, se denuncia toda a história. E assim é. O Assassínio de Jesse James pelo Cobarde Robert Ford, altamente recomendável.
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criar notícias

Janeiro 15, 2008

Talvez seja precipitado agarrar a coisa assim: grassa no meio jornalístico um novo fenómeno. Mas é o que parece.

Primeiro, o repórter da Visão. Na linha de Super Size Me, mas de cores verdejantes, vegetarianas, propôs-se a uns meses de experiência alimentícia. Cortou na roda dos alimentos, consultou médicos, pesou-se, esmiuçou as vielas do corpo. O resultado foi uma reportagem em jeito de documentário. Na Visão e na SIC.

Agora, novamente com o carimbo SIC mas desta vez com o Público como parceiro, parece que vamos poder acompanhar ao minuto a vida dessa ave com nome giro, o grifo, através de uma câmara colocada no ninho do animal. A coisa mereceu destaque ontem, na SIC, e hoje está bem visível na capa do jornal da Sonae.

Ainda não é tempo de avaliar esta nova moda (será sequer uma moda?). O que não posso deixar de pensar é que há nisto uma subversão do papel do jornalista: em vez de procurar a notícia, o repórter tenta agora criá-la. Vontade de inovar ou défice de tempo para pensar a actualidade e dela sorver criatividade? Veremos.