Arquivo de Dezembro, 2007

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sinal dos tempos

Dezembro 26, 2007

a mensagem da Rainha de Inglaterra pela primeira vez no YouTube. Até foi criado um Canal Real para o efeito.

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mãos de bailarina

Dezembro 25, 2007

o melhor presente que este natal (que, lá em casa, é todos os dias), este ano, este ser lisboeta e este sei lá mais o quê me têm trazido és tu. indiscutivelmente.

não quero acordar nunca deste delicioso sonho azul.

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das leituras: pequeno balanço

Dezembro 24, 2007

Diz-me o meu blogue, cumprindo a bonita função de diário-público-facilmente-conspurcável que lhe cabe, que no ano passado por esta data andava eu a ler Tratado Político, de Espinosa. Ora, este ano, com o Natal aí – e intercalando tamanho texto com o evidentemente menor Delfim, do Cardoso Pires – tenho-me queimado na Boca do Inferno. Para quem não sabe – e desgraçados os que ainda não sabem (assim mesmo, em tom desafiante e amaldiçoador) – Boca do Inferno é um primoroso amontoado de crónicas saídas da pena Ricardo Araújo Pereia (óbvio que já ninguém escreve com pena, pelo que e expressão é já de si descabida). Achei que era o momento de falar brevemente sobre esta diferença literária à escala de 365 dias.

É que se em 2006 eu perdia um Dezembro ainda bracarense a ler coisas como «não há homens que se pense menos próprios para governar o Estado do que os teóricos, quer dizer, os filósofos», este ano ganhei juízo e tenho ocupado as hora com bonitos e curtos textos cujos temas dominantes são de agarrar qualquer leitor pelos colarinhos. Veja-se: seios, Vasco Pulido Valente, seios, o Benfica, seios, José Sócrates, seios e Santana Lopes. Às vezes, Ricardo Araújo Pereira varia um pouco e escreve também sobre seios. E sobre o Benfica. Todo um rasgo de originalidade, o rapaz.

Ora, não pude deixar de vir aqui, publicamente, dar-vos conta desta minha atitude: de um momento para o outro, que é como quem diz de um ano para o outro, larguei-me de toda essa cultura medíocre, popular (sinónimos, como bem sabemos) e de arruaça, composta por Espinosas, Nietzsches, Calvinos, Al Bertos e outros que tais; e entreguei-me à palavra de recorte fino de Ricardo Araújo Pereira (acho que ele ia gostar da expressão. Tem um quê de futebolística). E garanto, nada como subir os degraus da escada literária (cá está uma frase digna dos melhores livros de Margarida Rebelo P.), deixar para trás a facilidade bafienta desses estroinas seculares e levarmo-nos a consumir no fogo de uma Boca do Inferno intelectualmente superior.

Ricardo, se me estás a ler, um abraço. Ter o teu livro é como ser dono da melhor Visão alguma vez publicada. Não tenho seios (muito menos grandes) mas gosto de ti, pá (e esta frase vem à liça de não poder concluir o texto sem usar uma expressão ao menos medianamente homossexual).

Feliz Natal.

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das arquitecturas do silêncio (V)

Dezembro 20, 2007

quando não estás,
cortam-se horas em golpes que sangram a merda dos dias.

quando não vens,
kamikazes e explosivos e corações de pétalas rebentam incessantes.

esquecer-me de ti.
encontrei a solução impossível.

José Oliveira

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olá madrid

Dezembro 19, 2007

o bonito fim-de-semana em Madrid deu para muito. e deu para arregalar os olhos com o Reina Sofía e o Prado. de tudo quanto vi(mos) e que – apesar do curto tempo – foi muito, destes não me esquecerei tão cedo. foi um prazer, madrid.

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o mais belo jardim

 

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o quebra-cabeças civil

 

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as mais belas meninas

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danças comigo?

Dezembro 18, 2007

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branco dos meus olhos

Dezembro 18, 2007

ontem, por hora e meia, fui tremendamente feliz. a culpa, essa, entrego-a a uma (ou duas) menina(s) e aos músicos que a(s) acompanhavam.

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neste mar a letra

Dezembro 17, 2007

duas frases que me ficaram. hoje, às voltas no mundo de palavras da web, à procura não sei bem de quê – mas com uma vontade atroz de encontrar o que fosse, qualquer coisa capaz de me apaziguar as entranhas.

Não confundas o amor com o delírio da posse, que acarreta os piores sofrimentos. Porque, contrariamente à opinião comum, o amor não faz sofrer. O instinto de propriedade, que é o contrário do amor, esse é que faz sofrer. (…) Eu sei assim reconhecer aquele que ama verdadeiramente: é que ele não pode ser prejudicado. O amor verdadeiro começa lá onde não se espera mais nada em troca.
Antoine de Saint-Exupéry

Todos os dias devíamos ouvir um pouco de música, ler uma boa poesia, ver um quadro bonito e, se possível, dizer algumas palavras sensatas.
Goethe

assim vamos.

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do ano e alguns dias

Dezembro 10, 2007

Dias atrás, a 25 de Novembro, fez este blogue um ano. Não sei se fará dois, tal é a pouca actualização a que o tenho votado nos últimos tempos. Dispersam-se as horas dos dias pelos vários quereres e afazeres e a coisa vai esmorecendo. Assim vem acontecendo. Mais de 12 meses e 45 mil visitas depois, o Lábios de Silêncio continua a existir. Devagarinho.

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deixo-lhes carinho, vá

Dezembro 6, 2007

Ontem, para escrever um breve texto sobre os concertos dos Xutos&Pontapés que comemoram vinte ano do disco Circo de Feras, dei com o primeiro teledisco da banda, Sai pr’a rua, que, confesso, desconhecia por completo.
O vídeo podia ser de um qualquer concerto de 2006. É que os gajos não mudam. :)