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das arquitecturas do silêncio (IV)

Outubro 29, 2007

Al Berto

o mar só existe durante a noite
ladra-lhe furiosamente à janela
desfila como um poldro de mercúrio
no cimo dos ventos o mar é um vislumbre
da futura noite onde respiraremos na água
e se despenham os inabitados corpos

ou,
como escrevia Caeiro,

o mundo não se fez para pensarmos nele
pensar é estar doente dos olhos

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