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da arquitectura do silêncio (III)

Setembro 23, 2007

teu corpo uma montanha
nada mais quero escalar
subo e desço, desço e subo
dar amor, amor é dar

teu corpo ventania
nada mais sei eu soprar
norte e sul, sul e norte
uma bússola para amar

teu corpo oceano
nada mais sei eu nadar
onda acima, onda abaixo
barco azul a navegar

teu corpo violino
nada mais seu eu tocar
perfeito, pequenino
melodia feita mar

teu corpo uma palavra
nada sobra pra dizer
qual ar, qual pão, qual nada
teu corpo é meu viver

José Oliveira

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