
do público e do privado
Setembro 13, 2007
Cada vez mais, as empresas privadas podem prestar bons serviços públicos. A Fnac do Chiado, Lisboa, está a passar um completíssimo e muito interessante ciclo de cinema italiano. A coisa é gratuita, diária e arranca normalmente às 18h30. Ontem, sem saber da existência da iniciativa, fui surpreendido com o começo de Profissão Reporter, de Antonioni. Belo presente, ainda para mais porque nunca tivera a oportunidade de ver o dito filme. Valeu a pena. E a cadeira nem era tão má quanto isso.
Já o serviço público deixa, aqui e ali, muito a desejar. A RTP1, há coisa de três dias, passou um filme de referência, filme que muitos portugueses (vá lá, alguns) teriam certamente interesse em ver. A Vida é um Milagre, de Emir Kusturika. O problema é que a fita começou quando já passavam das 02h30. Quase inacreditável.
É que a RTP, mesmo assim bem melhor na sua programação que a mediocridade que prolifera nos canais privados, consegue, não se sabe bem como, dar contantes tiros nos pés, como este – e ainda mantém no seu horário nobre jornalistas tão boçais como é Luís Baila (e quem ontem viu a tragédia da selecção scolariana saberá do que estou a falar).
