
trip hop do melhor
Agosto 9, 2007
Diz-se por aí que se um tipo misturar hip-hop, dub, música electrónica e soul o resultado não andará longe de uma coisa chamada trip hop. Roseland NYC Live é isso e é ainda um primoroso compêndio Portishead. Feito (quase) na íntegra dos temas tocados em Julho de 1997 na Roseland Ballroom, em Nova Iorque, o disco – lançado um ano depois – reúne algumas das melhores faixas dos dois anteriores álbuns da banda britânica: Dummy (1994), de onde emergiriam os singles Glory Box e Sour Times; e o homónimo Portishead (1997), parido em ano musical de excepção para aqueles lados do globo – ou não datassem daí, cronológica e geograficamente, coisas tão geniais quanto OK Computer, Urban Hymns ou Blur.
De aparições públicas apenas episódicas ao longo da última década – e de um recorrente adiar do tão prometido terceiro álbum de originais – os Portishead, fundados em 1991, preparam-se finalmente para o primeiro concerto completo dos últimos dez anos. Dezembro e o palco do festival All Tomorrow’s Parties (Minehead, Inglaterra) são as coordenadas escolhidas.
No MySpace da banda há dois novos temas (instrumentais, inacabados?) que devem integrar o novo trabalho. Não soando mal, afastam-se daquilo que até agora conhecemos. Para já, fica o registo da gravação, nessa mesma Roseland Ballroom, da inesquecível Glory Box, a viajar entre a voz e o charme acigarrado de Beth Gibbons. Divina.

só tu para enfiares o Urban Hymns no seio dessas três coisas-do-outro-mundo…
ei, e enfio sim senhor, que é bem bonito