Arquivo de Março, 2007

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quase quase em lisboa

Março 29, 2007

Os últimos dias têm sido de uma agitação tremenda. Telefonemas, mails, sms’s a toda a hora. Primeiro era o não saber quando começava o estágio e as dificuldades em encontrar casa. Depois veio a data de arranque no Público, segunda-feira próxima, dia 2, e as complicações com o tecto continuaram. Agora está quase.

Amanhã vou a Lisboa tratar do contrato e, a correr bem, terei uma chave na mão ao final do dia. A casa é fantástica, fica junto à Avenida da Liberdade, é um t5 (vou viver com outras tantas pessoas), é bonita, luminosa, grande e é, de facto, um achado.

Espero que a coisa corra bem.. A partir de amanhã, por esta hora, conto ser um tipo bem mais contente e tranquilo, duas faculdades que me não têm acompanhado ultimamente.

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da mentira e do amor cão

Março 27, 2007

Duas passagens de A Queda, de Camus. Duas delícias literárias de uma simplicidade que dói.

«Que importa, no fim de contas? As mentiras não conduzem finalmente à via da verdade? E as minhas histórias, verdadeiras ou falsas, não tenderão todas para o mesmo fim, não terão o mesmo sentido? Que importa, então, que sejam verdadeiras ou falsas se, nos dois casos, elas são significativas do que fui e do que sou? Vê-se mais claro, por vezes, naquele que mente que no que fala verdade. A verdade cega, como a luz. A mentira, pelo contrário, é um belo crepúsculo que põe cada objecto em realce. Enfim, entenda como quiser, mas eu fui nomeado papa num campo de concentração.»

«Um cão perdera-se no labirinto. Grande, de pêlo ralo, de orelha caída, olhos vivos, pulava e farejava as canelas que passavam. Gosto dos cães com uma muito velha e fiel ternura. Gosto deles porque perdoam sempre. Chamei por este, que hesitou, visivelmente conquistado, agitando a cauda com entusiasmo, alguns metros à minha frente. Neste momento um jovem soldado alemão que caminhava alegremente ultrapassou-me. Ao chegar junto do cão, afagou-lhe a cabeça. Sem hesitar, o animal segui-lhe o passo, com o mesmo entusiasmo, e desapareceu com ele.»

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finalmente

Março 27, 2007

Segunda-feira próxima, 2 de Abril, começo o estágio no Público.
Confirmado :)

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a não perder

Março 27, 2007

Desde ontem, a RTP1 está a repetir a primeira temporada da série Prision Brake. Dois episódios por dia a partir das 00h30. Já me conquistou.

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(sal)azar

Março 26, 2007

Já todos sabemos o nome do vencedor do programa Os Grandes Portugueses. Isso mesmo, um tal de António de Oliveira. Se há quem chegue a dizer que não surpreende, que espelha a sociedade que temos, eu digo que pode reflectir o que seja [não acredito que reflicta grande coisa] mas que surpreende, surpreende e muito. Não assusta, ainda assim.

Há tempos já tinha deixado aqui a minha curta opinião sobre essa coisa que a televisão pública se lembrou de importar. Agora resta-me agradecer à RTP o fabuloso serviço que prestou ao país. Humilhante.

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coisas do cinema

Março 25, 2007

Hoje vi Night at the Museum, comediazinha levada às costas por Ben Stiller. Duas, três gargalhadas, umas quantas curiosidades históricas e pouco ou nada mais. Nem a sempre simpática presença de Robin Williams consegue salvar a coisa. Dispensável, portanto.

Mas o cinema é mesmo assim: se num dia vemos a encantatória história de Frida ou a mestria de Spike Lee em Inside Man, no outro podemos ter o azar de esbarrar com o sofrível Ghost Rider (que coisa má se andará a passar com Cage? Em menos de um ano encabeçou dois desastres, este e outro ainda pior: The Wicker Man).

E depois surpreende (não, depois de dois segundos de reflexão afinal já não surpreende) saber que Ghost Rider foi o filme mais visto nos cinemas portugueses durante a última semana. Mas se coisas há que vão mal, outras nem tanto. Primeiro porque parece que as salas de cinema têm andado menos vazias. E depois porque um tal de Hugo Vieira da Silva, realizador português responsável por Body Rice [que ainda não vi], veio defender o cinema «impuro» (??!!). Ao que parece o Hugo quer fazer «um cinema que não se encontra por aí» e ameaça: «Senão, não quero fazer cinema». Depois disto estou bem mais descansado e optimista em relação ao futuro da cena cinematográfica nacional..

Resta ainda apontar o nascimento de um novo realizador: Russel Crowe, actor, 42 anos, vai estrear-se na direcção com um projecto que conta a história de três surfistas australianos. (Não sei se) Promete.

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a ver e a rir. muito!

Março 24, 2007

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do procurar

Março 22, 2007

eu ela e outros mais em lisboa. na peugada de uma casa.
espero encontrá-la quanto antes. ou que ela dê comigo.

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não esqueças que

Março 21, 2007

hoje, 21, começa a primavera.
hoje, 21, há poesia nas flores.
21 continua a ser um dia especial.
sempre.

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a ver

Março 20, 2007

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do amor

Março 15, 2007

«O amor traça linhas entre nós como o astrónomo desenha uma constelação a partir das estrelas, ligando entre si pontos que formam planos que não têm qualquer base na natureza. (…) O amor é o único pescador perfeito, o que lança a rede maior, a que nenhum peixe consegue escapar. A sua recompensa é ficar sentado sozinho na taberna da vida, um eterno rapazinho no meio dos homens, esperando um dia poder contar a história daquele peixe que lhe escapou.»

Ian Caldwell e Dustin Thompson, in A Regra de Quatro (p. 180)

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maniqueísmo

Março 15, 2007

sub. masc.

doutrina do persa Manes (215-275), segundo a qual o Universo foi criado e é dominado por dois princípios opostos e inconciliáveis, o do bem e o do mal;
seita criada em torno desta doutrina;
por ext. doutrina fundada em princípios antagónicos.

(Priberam Informática – Língua Portuguesa On-Line)

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outra vez os coxos

Março 14, 2007

Não posso deixar de republicar aqui o cartoon (acho que lhe posso chamar assim) que me tem como personagem e que é da autoria destes meus amigos muito peculiares. Genial.

«O Beja mudou-se; o Beja é Público»

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a (re)ver

Março 13, 2007

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dos livros a la Código Da Vinci

Março 13, 2007

Por estes dias tenho ocupado algum tempo com The Rule of Four, livro da autoria de Ian Caldwell e Dustin Thompson (como se escreve um livro a dois?). Nunca me haviam chegado ao ouvido tais nomes nem sequer o dito título. A coisa apareceu cá em casa anexada à revista Sábado e, ao que parece, não custou um cêntimo que fosse. Oferta, portanto.

Mas a verdade é que em poucos dias já li duzentas das quase trezentas páginas d’ A Regra de Quatro. Não que seja brilhantemente escrito. Não é. E parece-me que a tradução veio piorar sobremaneira a qualidade da linguagem. Certo é que há uma história que prende o leitor desde o começo. E há também História, da arte e das ideias, há referências literárias e o Renascimento como época predilecta, há intriga e mistério, há ritmo e conhecimento.

Do livro escreve o New York Times que é «profundamente erudito e bastante menos presunçoso que O Código Da Vinci [que não li], é o verdadeiro livro-puzzle para qualquer leitor que se atreva a resolver um enigma».
Não direi, claro está, que se trate de uma obra essencial. Longe disso. Mas é um livro simpático, daqueles que nos ensinam coisas que gostamos de saber.

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a ver

Março 8, 2007

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Março 6, 2007

saudades das mãos que nunca tive e dos beijos que nunca dei.

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a ver

Março 4, 2007

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método ou nem tanto

Março 2, 2007

todos os dias me levanto e há um espelho diante cama que me diz bom dia. todos os dias desço as mesmas escadas e faço e bebo um sumo de laranjas que corto. depois leio ao sol, leio nunca mais de uma hora, nunca menos de meia. e há um canário que canta a meu lado. todos os dias almoço. peixe, muitas vezes. gosto de peixe.

os começos de tarde vivem de uma previsibilidade que se divide em dois: ou o carro me leva à cidadezinha onde pouco mais há de interesse que a biblioteca onde me abasteço – não posso com cidades pequenas. são uma ampliação grotesca de aldeia e uma amostra torpe de urbe. não prestam. pois bem, se é esse o itinerário, à casa dos livros segue-se o café sozinho na pastelaria costumeira; outras vezes fico-me pela vila, remexo jornais, experimento notas no órgão, escrevo, fecho os olhos.

todos os dias – ou quase todos, que me não interessa mentir – corro em volta daquele campo de futebol onde foram mais as vezes que perdi que as outras. e enquanto corro penso por que corro e para que corro. e chateia-me, isso. depois de cansado costumava brincar com a bola. sozinho. mas chutei-a para cima de um telhado e por lá ficou, irremediavelmente perdida. todos os dias a vejo, mas não lhe chego. não gosto de alturas nem presto para trepar. sou rasteiro.

todos os dias passo pela pequena biblioteca da vila onde agora estou. aqui a internet medrou por milagre e eu espero sempre que ela me diga o mundo. que mundo? enfim.. todos os dias volto a casa e me entrego às coisas do físico, da transpiração forçada. todos os ocasos são de luta com os meus músculos. gosto de os sentir doridos, vencidos, torpes. néscio triunfo, bem sei.

todas as noites me sento junto dos meus pais e vejo os minutos de televisão que consigo suportar. normalmente termina, a paciência, com o começo das novelas. todas as noites subo as escadas do pequeno castelo que é o meu quarto e me deixo levar pelo cinema. viajo. coberto de roupa, deitado, luzes apagadas, espero sempre que a história de hoje seja melhor que a de ontem. às vezes é. e penso se não daria um belo argumento a história de um menino que, já não sendo, ainda sou e que passa as noites enovelado em cobertores feitos de filmes e almofadas pintadas de sonhos. todas as noites vejo o relógio que não anda e o sono que não vem.

todos os dias, tardes, ocasos, noites, me pergunto que faço. e apago a luz. o espelho continua lá. e eu nele.

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Coxos FC, esse mito

Março 1, 2007

 

Está mais que na hora de dar a conhecer (apenas aos desatentos que ainda não deram com ela) a página oficial da inqualificável Instituição Coxeana.
E que dizer deste post que versa sobre a minha pessoa? Obrigado, no mínimo.