
cá está o ‘número zero’ do novo Público
Fevereiro 10, 2007
Acabo de ver o ‘número zero’ do novo Público, disponível em PDF. A primeira e mais fácil constatação: o Público que conhecemos acaba no dia 11; na manhã seguinte chega um novo jornal às bancas: o P(úblico).
Isto para dizer que, efectivamente, as mudanças operadas na publicação são mais que muitas. Apontando apenas algumas, diria que o grafismo é moderno e atractivo, as secções foram reorganizadas, nasce o P2 – que me parece um caderno interessante, arrojado e inovador porque diário – e a imagem (sempre ou quase sempre a cores) ganha substancial importância.
Ainda a quente, confesso que gostei do que vi. Vejam vocês também.
p.s. – Luís Santos (Atrium) tece aqui algumas considerações pertinentes acerca das questão.

Em muitas páginas, 75% da área é ocupada pela foto do artigo. Só me ocorre pensar que quem tem pouco para escrever, …. escreve menos. No editorial do Público sobre o novo jornal é dito “A pressa da vida moderna nem sempre tolera espaço e tempo para o prazer de ler jornais.” Com efeito, com as enormes fotografias e a cores, o jornal desfolha-se mais do que se lê, tornando-se compatível com essa pretensa vida moderna em que não há tempo para ler nem para pensar. Não considero que a nova cara traga mais valias.