Nascido a 25 de Novembro, alimentado a 29 do mesmo mês e com postagem mais ou menos assídua desde 10 de Dezembro. É esta a curta estória do Lábios de Silêncio, hoje com cerca de dois meses de vida (não, não abortarei).
Há dois dias chegou-se a um surpreendente número redondo: 5000 visitas. Supreendente porque célere. E pareceu-me ser o momento para dizer de minha justiça em relação a este blogue.
O Lábios de Silêncio (nome devedor a um menino chamado Jorge Palma) parte de um pressuposto simples: o de que, efectivamente, tenho algo para dizer. Pressuposto este nada pretensioso, na medida em que representa premissa básica de qualquer acto comunicativo (desbloqueadores situacionais à parte): comunico porque tenho que (e tenho o que) comunicar.
O segundo pressuposto, menos certo e padecedor – este sim – de algum (ainda que pouco) pretensiosismo é o de que, com efeito, existe alguém disposto a ouvir o que tenho para dizer. Um receptor, portanto. Ou vários.
E é assim, partindo destes dois pontos, que chegamos a um terceiro não menos importante: o de que escrevo com o intuito de ser lido.
Ora, a tudo isto alia-se uma crença inequívoca nesta lei que acabo de inventar: escrevo, logo existo. Estará, por ventura, o leitor a pensar: «mas este tipo preocupa-se mesmo com o público do seu blogue». A resposta mais sincera será «nem tanto». Explico: tivesse em mim tais desassossegos e a arquitectura desta casa seria bem mais linear, os habitantes escolhidos a preceito. E não são.
A saber: à partida, não se escreve isto e isto para o mesmo público; aqueles que querem saber disto estão-se, provavelmente, nas tintas para isto; os que se apaixonam com coisas como esta sentir-se-ão potencialmente entediados com esta outra. Ou talvez nada disto faça sentido (honestamente, assim espero) e a malta goste realmente de tudo.
E é por, perdoai-me, não me preocupar em demasia com os interesses de quem por aqui passa, por também não fazer do meu blogue uma coisa deste género (talvez devesse, é frutuoso. mas menos aprazível), dizia, é por isso que gosto tanto de escrever aqui.
E é também essa a causa do meu continuar.








Às 23h00 passa a primeira parte de
Hora e meia depois chega 

