
a arte de dizer fazendo pensar
Dezembro 11, 2006Ouvi hoje – durante uma aula e da boca de um professor – coisas que não quero nem posso deixar que passem em claro. Partilho convosco o substancial daquilo que sofregamente fui apontando (e que raro isso é..) durante o discurso.
“Acima de tudo não suporto uma universidade que não respeita o campo individual de cada um. A cultura vive na liberdade, não na mordaça. Isso é coisa de doidos. E, se a universidade não nos ensinar pelo menos isso, então não valeu de coisa nenhuma passar por cá”.
“Gostaria hoje de chamar pelos vossos nomes. Na busca do saber somos [professor e alunos] iguais. Onde é que está a diferença?”.
“Bolonha é um logro. É bom para os que têm orçamentos de Estado gordos, ou propinas altíssimas. Não para um país onde se corta na educação e se continua a falar em paixão, que isto é uma paixão. Que paixão? Paixões destas, e para utilizar uma expressão camiliana, são paixões funestas”.
“Acho que este país nunca se levou a sério, esse é o problema”.

Obrigada pela visita Hélder, tudo de bom para o Lábios de silêncio
Incisivo. Aperto-lhe a mão, tirando antes o chapéu.
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“Bolonha é um logro. ” Até que enfim alguém o admite… e eu que pensava que sofria da mania da perseguição.
gostei muito desse texto aí em cima (:
Entendo o desabafo, mas, em meu entender não é o protocolo de Bolonha que é uma fraude. O que é uma fraude é o que estão a fazer dele no nosso país algumas faculdades, alguns professores e alguns alunos. Um abraço para todos.